sábado, 24 de março de 2012

Conheça o aplicativo do Facebook que promove a troca de objetos na rede

O aplicativo para Facebook Dois Camelos é uma forma de usar os momentos na rede social para colocar em prática o consumo consciente e colaborativo.
O mecanismo de trocas foi lançado em maio de 2011 e tem seu nome inspirado no Oriente Médio, região na qual o camelo é uma moeda de troca muito comum. Fernanda Athayde, uma das fundadoras da startup, diz que a ideia do nome surgiu depois que ela ouviu a história de um casal de amigos que viajou ao Marrocos: ofereceram ao marido camelos em troca da esposa.
   Fernanda e Rafael, fundadores da Dois Camelos.
Desde que começou, os números só cresceram: são mais de 3.400 objetos oferecidos para troca no aplicativo, que conta com mais de 37 mil usuárioscadastrados. Todo usuário do Facebook tem acesso gratuito ao app.
Além das trocas entre pessoas, a Dois Camelos credencia estabelecimentos comerciais que de alguma forma trabalham com valores socioambientais. “Estes lugares são indicados como Pontos Verdes e anunciados no app”, conta Fernanda.
Ao entrar no aplicativo, você pode cadastrar produtos que esteja oferecendo para troca (livros, DVDs, eletroeletrônicos) e apontar aqueles em que tem interesse. Quando alguém quiser algum produto seu, virá uma notificação por e-mail. Depois, as outras mensagens de diálogo (durante a negociação) aparecerão no aviso de mensagens do próprio Facebook.
Entre as regras do aplicativo, não é permitido cadastrar animais, pornografia, drogas e remédios. “Nunca tivemos um cadastro irregular. As pessoas podem denunciar caso vejam algo que não esteja de acordo”.
Segunda Versão
Em breve, uma versão repaginada do aplicativo será lançada, com nova logo eoutras funcionalidades. “Teremos também parceria com associações e além da troca poderemos doar nossos pertences para instituições”, diz a sócia da empresa.

Por exemplo: no mesmo momento em que você cadastra uma bicicleta para trocar, o aplicativo mostra quem quer o objeto (assim, você não precisa pesquisar um interessado). “Queremos que a ferramenta fique cada vez melhor e faça parte da vida das pessoas. Acreditamos que dar um novo uso a um objeto que está encostado e pode ser útil para alguém pode virar um hábito diário das pessoas”, conclui.
Outro objetivo é valorizar a troca de produtos duráveis, que tenham um bom design e uma vida útil maior. “Acreditamos muito na força do consumo colaborativo. Esta tendência está mudando a forma de negociar, e as pessoas darão mais importância ao acesso e não à posse. Por meio da ferramenta, elas terão como encontrar o que precisam sem precisar comprar uma mercadoria nova”.
O aplicativo está entre os dez finalistas do Prêmio Greenbest Brasil 2012, na categoria Sites e Aplicativos.
Curtiu a ideia de fazer trocas daqueles objetos que você não usa mais pelo Facebook?

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Vale ganha o prêmio de pior empresa do mundo

Na última sexta-feira, foi anunciado o vencedor do The Public Eye Awards, prêmio que elege a pior empresa do mundo. No dia 13 de janeiro, o Ideias Verdes apresentou um resumo sobre a indicação de cada uma das 6 finalistas deste ano.


Um os argumentos que levou a Vale à lista de finalistas é a sua participação naconstrução da Usina de Belo Monte. Ao rebater, a empresa afirma que “a aquisição de participação no projeto Belo Monte (9%) é consistente com a estratégia de crescimento da empresa, garantindo o suprimento de parte de suas necessidades futuras no Brasil”.


Durante o período de votação, o Movimento Xingu Vivo criou o site Vote Vale e agora apresenta um vídeo de agradecimento a quem votou na empresa:





segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Está aberta a votação para escolher a pior empresa do mundo

O Greenpeace e a ONG Declaração de Berna realizam, desde 2000, uma premiação que escolhe a pior empresa do mundo, a partir de casos de violações de direitos humanos e crimes contra o meio ambiente.
Chamado “The Public Eye Awards” (algo como “olhos do público”), o prêmio tem na sua lista de finalistas, pela primeira vez, uma empresa brasileira, a Vale. A votação on-line está rolando e o resultado será revelado no dia 27, durante Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
Conheça as empresas finalistas e entenda porque elas concorrem a pior empresa do mundo, segundo a organização do prêmio.

1.VALE
(Nós transformamos florestas em minas e barragens. Não importa como)






Setor: Mineração, com 120 mil funcionários.
Origem: Brasil
Participação na polêmica construção da Usina de Belo Monte, reassentamento forçado de mais de 40 mil pessoas, condições desumanas de trabalho, medidas de proteção ambiental insuficientes e apreensão ilegal de terras. Em 2009, despejou cerca de 114 milhões de metros cúbicos de efluentes industriais e à base de óleo em rios e oceanos. No mesmo ano, sofreu 111 ações judiciais e 151 investigações criminais.

2.FREEPORT

(Uma ameaça aos indígenas e ao meio ambiente, não só na mina de ouro e cobre em Papua Ocidental)





Setor: Mineração de ouro e cobre, com 29.700 funcionários
Origem: EUA
Exploração da região de Papua Ocidental (na Indonésia) durante quatro décadas, com contaminação de rios e reservas naturais (todos os dias, produz cerca de 230 mil toneladas de rejeitos contaminados com metal pesado), repressão violenta e expulsão e marginalização de índios (muitos passaram a viver em favelas e tiveram sua cultura “arruinada”). “Essa forma de colonização econômica leva a uma desintegração social, prostituição e promove o aumento acentuado de infecção por HIV na população“..

3.BARCLAYS

(Apostar em preços de alimentos os coloca fora de alcance, mas dá um saboroso lucro a Barclays)





Setor: Bancário, com 145 mil funcionários
Origem: Reino Unido
Especula preços de alimentos para comprar e vender contratos no mercado financeiro. O mercado de especulação de alimentos praticamente dobrou nos últimos cinco anos e o resultado foi um “dramático” aumento nos preços, que atinge comunidades pobres ao redor do mundo e aumenta ainda mais a fome e pobreza. Em alguns países, esse aumento leva a população a se endividar e muitas vezes a aceitar trabalhos em regime de exploração, além de “tirar” o dinheiro que seria usado pelas famílias em saúde e educação.

4.SAMSUNG

(É hora de encarar a verdade)






Setor: Eletroeletrônicos
Origem: Coreia do Sul
Uso de químicos tóxicos (alguns proibidos) sem proteção adequada aos trabalhadores e negação de responsabilidade de doenças adquiridas pelos funcionários devido a atividades da empresas. Vários foram diagnosticados com câncer relacionado ao uso dos produtos (alguns, inclusive, morreram jovens). Em testes, a empresa não revelou 10 dos 83 químicos usados, argumentando que a informação era de segredo comercial. Além disso, há pesada repressão a ativistas pelos direitos humanos.

5.SYNGENTA

(Como envenenamos pessoas e meio ambiente? Vendendo nossos pesticidas mais perigosos e minando a ciência independente)





Setor: Agroquímico, com 26 mil funcionários
Origem: Suíça
Marketing e venda agressivos e uso de herbicidas altamente tóxicos (um deles proibido na Europa, mas ainda comercializado em países do “sul” – ou seja, subdesenvolvidos ou em desenvolvimento). Muitos agricultores sofreram diversos efeitos agudos e crônicos devido ao manuseio dos produtos. Além disso, há o lobby. A empresa é acusada de realizar uma campanha de difamação contra um cientista crítico ao pesticida “atrazina”. A substância, que é proibida na Europa, foi banida pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), mas após muitas reuniões “a portas fechadas” com os membros da agência, a empresas conseguiu o cancelamento da proibição.

6.TEPCO

(Nós não podemos lidar com aquilo que criamos)






Setor: Energia, com 38 mil funcionários
Origem: Japão
A maior companhia de energia do Japão opera os reatores da Usina de Fukushima e é acusada de não priorizar normas e padrões de seguranças e ter resposta ineficiente a situações de emergência. Investigações revelaram que a empresa subestimou o risco de catástrofes naturais, sem inspeções e manutenções adequedas. Laudos de inspeções foram falsificados e falhas estruturais não foram reparadas.





Empresas como Hershey (chocolate), Novartis (farmacêutica) e Shell/Exxon (petróleo) também foram nomeadas, mas não fazem parte da lista final para votação no público. Confira aqui todas as nomeações (em inglês).

sábado, 21 de janeiro de 2012

Arte em pneus


Existe uma ONG especialista em tranformar pneus em arte! Veja em: arteempneus.org.br o trabalho dessa equipe que cria cadeiras, mesas, lixeiras, floreiras, puffs e outras coisas criativas a partir de pneus usados.




segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Abasteça o carro com casca de laranja

Que tal usar as cascas da laranjada do café da manhã para abastecer seu carro com energia limpa? Essa é a ideia de pesquisadores da USP – em parceria com especialistas das universidades de Córdoba e York, na Espanha e Grã-Bretanha –, que estão testando um método de produção de biocombustível a partir da casca da laranja.
Funciona assim: os restos da produção industrial de suco de laranja – só no Brasil, cerca de oito milhões de toneladas de casca da fruta são jogadas no lixo, todos os anos – são triturados e colocados em uma máquina, onde são expostos a altas potências de micro-ondas, capazes de ativar a celulose presente na casca. A substância, então, é isolada e utilizada na fabricação do biocombustível – usado, entre outros fins, para o abastecimento de veículos.
Se der certo, a tecnologia – que está em fase de testes, inclusive no Brasil – poderá incentivar a produção de energia limpa no mundo e, ainda, ajudar a resolver o crescente problema do lixo. Isso porque, de acordo com os pesquisadores, a máquina desenvolvida por eles é capaz de processar cerca de seis toneladas de resíduos por hora. E mais: a técnica funciona não só com cascas de laranja, mas com qualquer produto que contenha celulose – incluindo papel e cartolina.

Como se não bastasse, os cientistas ainda garantem que, no futuro, a tecnologia poderá ser aplicada em escala doméstica, por qualquer mortal que tenha dinheiro para comprar a “máquina mágica” desenvolvida por eles – atualmente, avaliada em R$ 2,7 milhões. Um investimento e tanto…

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

5 dicas para uma semana com o verdadeiro espírito natalino

Está aberta a temporada de “boas festas”. No final desta semana, é Natal. Mais uma semaninha… e o ano acabou. Apesar da correria pra todo lado (presente pra cá, preparo da ceia pra lá), a hora também é boa para refletir sobre o significado desta data.
1. Não esqueça o verdadeiro sentido
Esta é uma época ótima para reunir pessoas e entrar no clima de mudanças. Parece que final de ano pede renovações de ideias, comportamentos e objetivos, você não acha? Este momento não precisa necessariamente ser materializado na forma de presentes caros. Na maior parte das vezes, o verdadeiro sentido das datas comemorativas está na simplicidade.
2. Pense nos presentes
Shopping em época de Natal parece corrida maluca para comprar, comprar e comprar. Além de cansativo, a brincadeira sai cara para o bolso de muita gente que se sente na obrigação de dar presente pra todo mundo: primos, tios, avós, amigos, irmãos. Não seria bom começar o ano sem ter que pensar nas dívidas feitas nas festas de final de ano? Desta vez, faça um exercício de consciência: o presente representa mesmo o que você sente por essa pessoa querida, ou um cartão bonito e um abraço não seriam mais significativos?
Para a lista de presenteados que você não abre mão, procure presentes que são fabricados por empresas responsáveis. Isso inclui a parte social (como evitar marcas que, comprovadamente, têm uma cadeia de produção e fornecedores que utilizam mão de obra em regime escravo) e a parte ambiental (com produtos avaliados e certificados, por exemplo). Outra dica é evitar aqueles presentes “super embalados”, com várias camadas de papelão, plástico, papel…
3. Decoração
Reaproveite enfeites de Natal antigos e deixe a sua criatividade aflorar paracriar ornamentos manuais (que são, além de tudo, mais autênticos e originais). Por exemplo: você pode fazer uma guirlanda de balas ou colocar frutas secas em potes transparentes – além de ficar bonito, a decoração poderá ser consumida no dia da ceia. Muito mais divertido!
4. Não desperdice
Desperdício não é bom nunca. No Natal, porém, algumas famílias acabam “pegando pesado” na quantidade de comida. Todo mundo quer ter uma ceia farta. Mas a mesa pode estar linda sem pecar pelo exagero. Além disso, procure dar preferência a alimentos orgânicos, que não contém agrotóxico. E, claro, não deixe de reaproveitar as sobras das comidas.
5. Promova mudançasPara acalmar um pouco os ânimos das compras e afazeres de final de ano, reflita sobre os seus valores e conceitos, planeje mudanças e novos objetivos. Ser uma pessoa melhor, ajudar a vida de outra pessoa a ficar melhor, executar um projeto antigo e começar a trabalhar para deixar o mundo do jeito mais próximo que você considera o ideal são desejos ousados, porém bastante possíveis, você não acha?
Tem outras dicas para um Natal com verdadeiro espírito natalino? Comente aqui!